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Abóbada. Construção
em arco. Vide Arco Catenário.
Abridor de Placa. Equipamento mecânico que serve para
abrir uma placa de argila.
Abrir Placa. Consiste em aplainar manualmente, com um rolo, uma porção
de argila tornando-a compacta e com a mesma espessura.
Acabamento. Consiste em alisar, lixar, rever detalhes e fazer
pequenas emendas em peças ainda
no ponto de couro.
Acabamento no Torno. Etapa seguinte à moldagem com a
argila ainda no ponto de couro. Consiste em tirar rebarbas, alisar, fazer
recortes etc usando ferramentas apropriadas.
Adobe. Tijolo de argila misturada com palha.
Agateware.
Técnica em que se misturam argilas de cores diferentes. O resultado é
uma massa que apresenta veios que lembram a pedra ágata, daí o nome.
Albita. Feldspato somente de sódio.
Alentar.
Deixar a peça descansar (secando) antes de ir ao forno.
Alguidar. Recipiente de cerâmica usado na cozinha.
Almofariz.
Recipiente usado para triturar e homogenizar substâncias sólidas.
Alta Temperatura. Vide Queima em Alta Temperatura.
Alumina. Óxido de Alumínio.Um dos principais componentes das
argilas.Quando usada nos esmaltes serve para controlar a viscosidade impedindo
que escorra pelas laterais da peça ao se fundir. É componente da argila, do
caulim e do feldspato.
Amassar o Barro. Bater o Barro. É compactar a argila
retirando bolhas de ar de seu interior. Providência imprescindível
para evitar a explosão da peça durante a queima ou o surgimento de
rachaduras na secagem. Pode-se também amassar o barro jogando-o com força
sobre uma superfície plana repetidas vezes.
Ambligonita. Composto de lítio e flúor com alumina
e fósforo.
Amolgadura. Vide Modelagem.
Anagama. Forno primitivo que queima com lenha. Ciclo de queima longo que dura cerca
de 30 horas. É feito cavando-se uma câmara num barranco de terra. Possui uma fornalha e uma
chaminé.
Anagliptográfico. Vide Papel Anagliptográfico.
Anortita. Feldspato somente de cálcio.
Aparas. São as sobras de argila/massa provenientes de
trabalhos no torno ou na modelagem normal. Vide Argila Reciclada.
Aplicação a Pincel. É um dos métodos de esmaltar peças.
Não é muito prático a não ser para fazer
pequenos reparos ou acertar detalhes. O local da aplicação normalmente
fica irregular.
Arame de Kanthal. Fio metálico que suporta altas
temperaturas usado nas resistências de forno elétrico. Usa-se em decoração,
como fio de corte, para se obter diferentes texturas ao cortar blocos de argila.
Arco.
Ferramenta usada para dar acabamento composta de uma chapa fina de metal.
Ar
do Barro.
Bolhas de ar na superfície da peça.
Areia. Material não plástico contido nas argilas.
Argila. Mesmo que Barro. Vide Massa Cerâmica. Matéria prima básica
da cerâmica resultante da
desintegração de rochas graníticas
e dos feldspatos nelas contidos. Seus principais componentes são a sílica e a
alumina.Tem na sua composição materiais orgânicos (raízes, folhas
etc) e inorgânicos (óxido de ferro, quartzo, feldspato, areia etc).
Existem com variadas composições de minerais ( dependendo do local onde é
encontrada) e cores - preta,vermelha,cinza, branca etc.
Argila de Alta Temperatura. Queima: Cone 6 – 8 / 1200 a 1250º C. Vide
Queima em Alta Temperatura.
Argila Azul. Blue Clay. Argila secundária muito plástica. Não é recomendável usar isoladamente.
Argila
de Baixa Temperatura. Queima: Cone 04 / 1060º C. Vide Queima em Baixa Temperatura.
Argila Mãe. Base inicial na formulação de massas. Vide Massas Cerâmicas.
Argila
de Média Temperatura.
Queima:
Cone 5 / 1196º C.Vide
Queima em Média Temperatura.
Argila de Bola. Ball Clay. Denominação de argila
existente no exterior. Plástica, secundária, elevado
índice de retração. Contém pouca
quantidade de óxido de ferro sendo rica
em matérias orgânicas. Cor cinza azulada ou arroxeada. Não se usa
pura face a sua grande plasticidade. Principal aplicação é como
componente de outras massas objetivando aumentar a plasticidade.
Argila Bruta. Também denominada Argila Natural. É a
argila em seu estado natural sem misturas.
Argila Colorida. Vide Massa Colorida.
Argila Líquida. Argila, água e um defloculante (Silicato de sódio ou
Carbonato de sódio). Usada para trabalhos com moldes (gesso).
Argila Natural. Vide Argila Bruta.
Argila Plástica. Vide Plastica. Vide
Barro Gordo/Barro Magro.
Argila em Pó. Barro desidratado e moído. Para ser
usado acrescenta-se água.
Argila Primária. Encontrada no mesmo local de sua erosão, refratária e pouco plástica.
Adiciona-se à massa quando se quer
reduzir o excesso da plasticidade da mistura. Torna-se porosa após a queima.
Argila Reciclada. Reaproveitamento de sobras,aparas. Não
perde suas características originais. A mistura pode ser feita manualmente ou
em uma maromba.
Argila Secundária. Plástica, encolhe bastante, pouco refratária. Sua
principal aplicação é como componente de massas para aumentar a plasticidade.
Argila Vermelha. Plástica, secundária, abundante,
porosa, pouco densa. Peças devem ter paredes grossas para aumentar a resistência.
Como massa suporta temperatura até
1100º C mas é usualmente queimada em torno de 700º C. Por conter bastante
óxido de ferro apresenta-se com cores variadas – vermelha (quando
contém óxido desta cor), amarela/ocre (idem)
e preta (idem). Usada na
fabricação de tijolos, telhas, vasos etc. Vide Terracota.
Aribé ou Tacho. Peça de barro com grande dimensão
(cerca de 70 cm de diâmetro) usada no preparo de comidas para festas.
Assinar a Peça. Gravar o nome ou a marca do autor.
Usa-se também colocar a data e o local.
Atmosfera Neutra.
Quando o fluxo de ar é o adequado para queimar todo o combustível
dentro do forno.
Atmosfera da Queima. Quantidade de oxigênio no ambiente
(forno).
Azulejo. Placa cerâmica
de tamanho e espessura variáveis. Decorado e vitrificado na face exposta. A
face não exposta denomina-se Tardoz.
Azulejo de Aresta. As cores dos desenhos são separadas por arestas.
Azulejo de
Cuenca. Vide Azulejo de Aresta.
Azulejo Estampado. O desenho é obtido por meio de uma estampa ou decalcomania
coberta por vidrado transparente.Mesma coisa que Impressão a Talhe Doce.
Azulejos de Padrão.
Repetição regular e uniforme variando a composição podendo
ter 1 repetido ou conjuntos maiores de 2/2, ou mais, formando um determinado
padrão.
Azulejo Parietal. Revestimento ocupando o todo ou parte de uma parede.
Azulejos Semi-Industriais.
Vide Azulejos de Padrão.
Azulejos de Tapete.
Revestimento parietal com
repetição regular e uniforme. Vide Azulejos de Padrão.
Baixa Temperatura. Vide Queima em Baixa Temperatura.
Baixo Vidrado-BV. (Underglaze).Pigmento
colorante estabilizado usado em decoração aplicado na argila crua ou biscoitada.
Geralmente coberto por esmalte transparente. Destinado para queima em baixa
temperatura podendo ser utilizado para colorir massas, engobes e esmaltes.
Ball Clay. Vide Argila Bola.
Barbotina. Argila misturada com água com consistência cremosa. Utiliza-se como
aderente para unir pedaços de argila ou fazer pequenos acertos e correções em
peças. Vide Argila Líquida.
Barro. O mesmo que argila. Vide Argila.
Barro Gordo. Argila com muita plasticidade possuindo boa
maneabilidade. Contém bastante
água. Amolda-se sem quebrar,rachar.
Barro Magro. Argila sem plasticidade possuindo pouca maneabilidade.
Contém pouca água. Muito quebradiço rachando com facilidade.
Barro Vermelho. Vide Argila Vermelha.
Bases de Esmalte. Ver
Vidrado-Base.
Bastão
Pastel de Cerâmica. Massa compactada na forma de bastão contendo pigmentos
óxidos de diversas cores. Usa-se, como engobe não líquido, para desenhar na
argila.
Bater o Barro. Vide
Amassar o Barro.
Bauxita. Mineral que contém muita alumina.Óxido de Alumínio.
Vide Alumina.
Beiço
da Panela.
Borda da panela.
Beliscando/Beliscar. Método de modelar a argila
amassando-a os dedos.
Bentonita. Argila bastante maleável de granulação muito fina. Alto índice de retração por
ser muito plástica. Chega a absorver água em quantidade 20 vezes superior a
seu peso. Não é usada isoladamente e sim como agente
plastificador quando misturada à barros
magros. Também usada na composição de esmaltes como aditivo de suspensão
para evitar o endurecimento e o depósito no fundo do balde.
Bilha. Vasilha de barro bojuda com gargalo estreito usada para
conter líquidos potáveis.
Biscoitada. Peça de argila que já queimou biscoito.
Biscoito.Vide Queima de Biscoito.
Bisnaga. Recipiente com bico usado para
aplicar argila líquida ou engobe na
decoração de peças.
Blue Clay. Vide Argila Azul.
Boca do Forno. Vide Fornalha.
Bolha.Defeito do esmalte. Surge na superfície
quando a queima se processa muito rapidamente.
Bolhas de Ar. São espaços existentes dentro das argilas. Precisam
ser eliminadas sob o risco de provocarem
explosões durante a queima. Vide Amassar o Barro.
Bone China. Vide Porcelana de Osso.
Borato. Mineral solúvel em água usado como fundente nos
esmaltes.
Borato de Gerstley.
Fundente de baixa temperatura. Mineral de boro. Pode ser substituído
pela Colemanita.
Bórax. Borato de sódio hidratado. Usa-se para o
rebaixamento da temperatura de fusão de um esmalte.
Borbulhas. Surgem na
superfície das peças esmaltadas. Maiores que as bolhas. O esmalte se afasta formando uma cratera. São
causadas pela liberação de gases numa queima muito rápida ou pela existência
de impurezas.
Bowl. Tigela, taça grande.
Brunir. Consiste em dar polimento
à superfície da peça em ponto de
couro. Isto pode ser feito com uma camurça fina "chamois" ou com um
objeto liso como, por exemplo, as costas de uma colher de metal, um pedaço de
osso etc. O processo torna a superfície da peça mais lisa, brilhante e menos permeável.
Método usado desde a antiguidade (período neolítico).
BV. Vide Baixo vidrado.
Cabaça. Ferramenta usada para fazer cuias feita com fruto oco de
casca grossa da trepadeita porongo.
Cabine de Pulverização. Local apropriado para se
fazer a esmaltação de uma peça usando pistola de pintura. Evita a dispersão do
esmalte na atmosfera.
Caboré. Jarro de barro usado
para servir líquidos.
Cachimbo de Barro. Usado para fumar tabaco
principalmente em regiões menos adiantadas.
Caderno de Anotações. Objeto de consulta onde se
registram experiências com
formulações de esmaltes, técnicas usadas, resultados obtidos etc
Caieira. Forno de olaria armado com os próprios tijolos a serem
cozidos. Forno em que se calcina o cal.
Cal. Vide Óxido de Cálcio.
Calcinar. Queimar um mineral
em temperatura em torno de
900º C reduzindo-o a pó pela
eliminação da água e de
elementos orgânicos. No caso dos óxidos ficam mais concentrados.
Calcita. Carbonato de cálcio puro. Vide Carbonato de Cálcio.
Caldeando.
Vide
Esquente.
Calor vermelho. Ocorre na queima quando a temperatura do forno
está em torno de 700º C . As peças ficam com a cor vermelho-escuro. A
medida que a temperatura sobe a cor vai mudando para laranja, amarelo e quando
atinge 1300 º C fica branca.
Cana. Espátula feita
de bambu usada para alisar as
paredes das peças.
Cântaro. Vaso grande bojudo com uma ou duas asas. Confeccionado em
barro ou outro
material.
Caqueiro. Vaso de barro para planta.
Carbonato de Bário. Vide Óxido de Bário.
Carbonato de Cálcio. Óxido de Cálcio. Fundente,
insolúvel, refratário e branqueador, torna o esmalte mais duro e resistente além
de baixo coeficiente de expansão. Usado na composição da maioria dos
esmaltes. Fusão: 2095 a 2485º C.
Carbonato
de Chumbo.
Excelente fundente, muito venenoso. Pode contaminar alimentos principalmente os
ácidos como vinagre e sucos cítricos.
Carbonato
de Lídio. Fundente ativo que produz cores brilhantes e cristais nos
esmaltes.
Carbonato de Magnésio. Atua como fundente em temperaturas
acima de 1200º C. Em temperaturas inferiores se comporta como refratário.
Carbonato de Potássio. Óxido de Potássio, potassa. Usado nos
esmaltes.
Cariapé.
Carvão moído, cinzas, obtido da casca da árvore do mesmo nome.
Usado, misturado ao barro, para dar maior resistência e leveza ao material.
Cariátide-Artefato cerâmico com três
suportes antropomorfos
sustentando
a
peça. Analogia com as cariátides gregas (figuras humanas, geralmente
femininas, esculpidas em fachadas de edifícios da Grécia antiga).
Carimbo. Vide Textuta.
Caulim. Silicato de alumina hidratado. Argila de cor branca,
primária, com elevado teor de
pureza, pouco plástico e muito refratário. Utilizada na fabricação de massa
para porcelana e em esmaltes como estabilizante.
Caxixi. Miniatura de peças maiores,
utilitárias ou zoomorfas, originariamente destinadas a uma finalidade lúdico — jogos e brinquedos).
Celadon. Esmalte de origem chinesa bastante conceituado na história da cerâmica.
Sóbrio, monocromático com textura visual de transparente a opalescente chegando
a opaco. Utilizado em grés e porcelana. Queima redutora na temperatura de 1230
a 1250º C no máximo. Seu principal elemento corante é o óxido de ferro
responsável pela matiz verde em vários tons, cinza, azul ou até marrom, dependendo da sua
composição.
Centralizar. Ato de colocar uma bola de argila no centro do disco (girando) de um
torno de oleiro.
Cerâmica.
Denominação da argila/massa modelada e queimada em temperatura
superior a 600O C. Fica dura e resistente. Para se tornar
completamente impermeável necessita ser esmaltada para obter uma camada vítrea.
Cerâmica
Pedra. Vide Grés.
Ceramografia. Estuda técnicas de fabricação
e decoração de objetos de argila em seus aspectos comparativos e evolutivos.
Cercadura.
Conjunto de azulejos ornamentando o contorno de uma superfície.
Cerusa/Cerusita.
Vide Carbonato de Chumbo.
Chacota.Palavra
usada em Portugal para designar pequena placa cerâmica, normalmente quadrada,
devidamente biscoitada, que quando decorada e esmaltada recebe a denominação
de Azulejo.
Chamote. Pedaços de cerâmica moídos e reduzidos a pó.
Acrescentado à argila confere maior estabilidade diminuindo seu coeficiente de retração na secagem.
Chaminé. Tubo que permite expelir gases etc de dentro dos fornos.
China Clay. Denominação do caulim na Inglaterra.
Chorar. É quando o esmalte escorre pela superfície da peça.
Vide Esmalte Fluido.
Chorear. O mesmo que derramar o esmalte. Vide Derramado.
Chumbo.Vide Óxido de Chumbo.
Ciclo. Duração de uma queima.
Ciclo de Queima Controlada. Relação tempo/velocidade do aquecimento do forno.
Cinza. Resíduo de queima
orgânica (madeiras,folhas,palhas de arroz etc)
contendo sílica, alumina, cálcio etc É usada como ingrediente em
esmalte de alta temperatura e na composição de algumas massas cerâmicas.
Cinza Vulcânica. Ver Pedra Pomez.
CMC. Cola vegetal que misturada ao esmalte melhora a adesão
à peça não interferindo em sua cor e facilitando
o manuseio.
Cobalto. Vide Óxito de Cobalto.
Cobre. Vide Óxido de Cobre.
Cobrinha. Argila rolada com as mãos sobre uma superfície lisa até que se torne
Usa-se para moldar peças podendo-se obter as mais variadas formas. As cobrinhas
também podem ser feitas num
equipamento mecânico – extrusora.
Cocção.
Ato ou efeito de cozer.Cozimento.
Coeficiente de Contração. É a relação da redução
argila/esmalte que ocorre após a queima, no resfriamento.Vide Contração.
Coeficiente de Dilatação. É a relação
da expansão argila/esmalte
que ocorre durante a queima.Vide Dilatação.
Coeficiente de Expansão. Vide Coeficiente de Dilatação.
Coité. Pedaço de cabaça usada na moldagem e acabamento das peças.
Coiteba. Vide Coité.
Colemanita.
Cálcio hidratado. Fundente que dá
ao esmalte um textura matizada.
Coloração da Argila. Existem barros de diversos matizes.
Sua coloração pode ser diferente
antes e após a primeira queima-biscoito.
Colorante. Óxido mineral que produz cor no esmalte, no engobe ou
nas massas. Os principais são: óxido
de ferro, de manganês, de cobalto, de cobre, de cromo, de níquel.
Cone Pirométrico. Material usado para medir a temperatura
interna do forno.
Contração. É a ação da redução esmalte/argila
que ocorre durante a queima.
O esmalte se contrai mais do que a argila deixando áreas sem esmaltação
com falhas. Vide Coeficiente de Contração.
Copuco. Espiga de milho descaroçada usada para polir. Vide
Brunir.
Coração Negro. A parte central da parede de uma peça apresenta uma cor escura.
Indica que a queima não completou seu ciclo ideal ficando, como conseqüência,
mais quebradiça. Não houve a sinterização. Vide Sinterização.
Corda Seca.
Técnica hispano-mourisco usada para decorar azulejos. As
diversas cores são separadas por sulcos preenchidos com uma mistura de óleo de
linhaça e manganês visando impedir a mistura das cores durante a queima.
Cordões de Barro. Vide Cobrinha.
Cornwall Stone.
Feldspato com duas vezes mais sódio do que potássio e muita
alumina e sílica, muito usada em engobes devido às suas propriedades adesivas.
Também chamado de English Cornish Stone. Vide Pegmatita.
Corpos de Argila. Vide
Massas Cerâmicas.
Corante. Vide Óxido Corante.
Cozer/Cozimento. Mesmo que Queimar.
Craquelado. Pequenas rachaduras/trincas que surgem na camada
superficial do esmalte após a queima.
Crateras. Defeitos que aparecem na superfície do
esmalte após a queima. Podem ter inúmeras origens. Vide Borbulhas.
Cristal. Fragmento de esmalte ou de massa colorida,
devidamente calcinado, usado como elemento decorativo incrustado em esmaltes,
engobes etc.
Cromo. Vide Óxido de Cromo.
Crua. Vide Peça Crua.
Cuieté. Vide Coité.
Cuietê. Vide Coité.
Cuité. Vide Coité.
Cuitê. Vide Coité.
Cuiupéa. Ferramenta
indígena usada papa alisar as
paredes das peças.
Cuscuzeiro. Vasilha de barro utilizada para cozimento do cuscuz.
Decalque. Aplica-se na superfície da peça para isolar a área
que não se quer esmaltar. Vide Máscara.
Decantar o Barro. Armazenar em
recipiente com água por longo período. As impurezas pesadas irão para o fundo
e os fragmentos de vegetais, folhas, raízes etc, misturados ao barro irão se
decompor lentamente.
Defloculante. Sua principal utilidade é ser componente de argila líquida
usada em moldes. Aumenta a plasticidade e ajuda a suspensão das partículas.
Usa-se normalmente o silicato de sódio ou carbonato de sódio.
Derramado. Método de esmaltação que se derrama o esmalte
diretamente sobre a peça.
Descansar a Argila. Deixar a argila/massa maturar por um
determinado período.
Descascado. É quando o
esmalte que se solta da peça, depois da queima, por não ter aderido
corretamente à superfície.
Diagrama Triaxial. Representação gráfica da combinação
entre si de 3 elementos em várias proporções. Aplicado na composição de
bases de esmaltes.
Dilatação. É a expansão
da argila e do esmalte
que ocorre durante a queima. Quando o esmalte se expande mais do que a
argila deixa área sem esmalte ou deixa uma camada de esmalte muito fina e
opaca. Quando se expande menos deixa área com muito esmalte podendo surgir inúmeros
tipos de imperfeições.Vide
Coeficiente de Dilatação.
Dolomita. Carbonato natural que introduz os óxidos de cálcio e de
magnésio. Em alta temperatura é usada como fundente secundário
produzindo superfícies suaves e sedosas. Usada em massas de baixa
temperatura.
Eartware.
Vide Terracota.
Efeito Oil. A esmaltação tem
a aparência da mistura de azeite com água, os líquidos não se juntam.
Embocadura. Vide
Fornalha.Denominação usada no Vale do Jequitinhinha-MG.
Empenar. Tensões que agem sobre as peças deformando-as
principalmente na secagem e na
queima de biscoito.Vide Secagem.
Encolhimento. Diminuição do tamanho da peça, (cerca de 10%), face
à evaporação da água contida na argila/massa quando da secagem. Também ocorre na queima de biscoito, num percentual
menor, principalmente face à incineração
de materiais orgânicos existentes na composição da massa. O percentual do
encolhimento varia em conformidade com os componentes minerais existentes no
material. Quanto mais plástica maior será o encolhimento. Pode-se reduzir o
encolhimento adicionando-se
materiais não plásticos (quartzo, caulim, chamote etc).
Enfornar. Colocar a peça no forno para queimar, cozer.
Engana-Gato. Espécie de frigideira de barro cuja
tampa se encaixa na borda da panela para impedir que os gatos a empurrem com a
pata.
English Cornish Stone. Vide Pegmatita.
Engobe. Argila em
estado mais líquido que a barbotina. Usado como elemento decorativo em peças
cruas ou biscoitadas com diversas tonalidades. Pode ser
acrescido de óxidos corantes e/ou pigmentos para produzir variadas
tonalidades.
Engobe Vitrificado. Contém materiais usados na composição
de esmaltes e por isso dá efeitos similares.
Engobo. Vide Engobe.
EPK. Edgard Plastic Kaolin. Tipo de caulim comercializado nos Estados Unidos
ideal para produzir porcelanas brancas em modelagem. Usado
também na composição de
esmaltes.
Escorrer/Escorrimento. Esmaltes que descem
pela parede da peça durante a queima.
Esmaltação. Vide Esmaltar.
Esmaltar. Aplicar esmalte
(revestimento vítreo) numa peça biscoitada. Principais métodos:
imersão, derramando, pulverizando. Vide Esmalte.
Esmalte.
Vidrado/Glaze. Revestimento impermeabilizante de aspecto
semelhante ao vidro resultante da mistura de
substâncias minerais que ao se fundirem aderem ao corpo cerâmico de forma
definitiva. Podem ser coloridos, transparentes ou opacos. Torna a cerâmica
mais resistente. Contém os seguintes elementos básicos: vitrificantes,
fundentes, estabilizantes, colorantes e opacificantes. A sílica (quartzo) é o principal material vitrificante e na maioria dos
esmaltes chega a constituir, aproximadamente, 50% da fórmula. Funde em 1710 º
C.
Esmalte de Alta. A fusão ocorre quando a temperatura
excede 1200 graus C.
Esmalte de Baixa. A fusão ocorre quando a temperatura
eleva-se até 1100 graus C.
Esmalte Cristalino. Revestimento vítreo composto de
pequenos cristais. É resultante da
combinação de determinados materiais quando da formulação do esmalte e também
das condições da queima - temperatura
e resfriamento.
Esmalte com Cinza. Mistura de argila, cinza de madeira e
outros materiais.
Esmalte Fluído. Usado em decoração. Escorre na superfície
da peça durante a queima arrastando
outros materiais face ao seu baixo ponto de fusão.Vide Chorar.
Esmalte
de Média. A fusão ocorre quando
a temperatura eleva-se até 1200 graus C.
Esmalte
Saturado. Usado
em decoração. Material híbrido entre
vidrado e
colorante aplicado superposto
com outro esmalte.
Esmalte de Relevo. Usado em decoração. Material híbrido
entre esmalte e engobe. Forma ressaltos cheios, altos e bem delimitados.
Espatofluor.
Denominação em espanhol da Fluorita. Vide Fluorita.
Espodumênio. Material composto de silicato de alumínio e lítio
usado para se obter um esmalte com certa opalescência e com aspecto de madrepérola.
Abaixa a temperatura de fusão do feldspato.
Esponjar. Aplicação de esmalte na superfície da peça usando-se uma
esponja.
Esquente.
Fase
inicial da queima até 600ºC.
Estabilizante. Aumenta a viscosidade do vidrado
impedindo que ele escorra. Usa-se o óxido de alumínio.
Estanho. Vide Óxido de Estanho.
Esteco. Ferramenta usada para confeccionar e dar acabamento em
peças.
Estufa. Equipamento usado para secar peças, moldes etc.
Expansão. Vide Dilatação. Vide
Coeficiente de Dilatação.
Explosão. Estouro de peça dentro do forno face à eliminação rápida
da água contida na argila/massa em
queima de biscoito. Normalmente são
lançados fragmentos em todas as direções. Na queima de esmalte ocorre
explosão quando há bolha de ar no interior da peça. Nestes casos, na maior
parte das vesez, só acarreta rachaduras. Vide Amassar o Barro.
Extrusora. Equipamento que tem por finalidade espremer uma porção de
argila, no interior de um tubo, expelindo-a com um determinado formato.
Extrusão. Vide Extrusora
Faiança. Massa de baixa temperatura, porosa,
pouco densa e frágil.
Faya. Ver Mufla, Saggar.
Feira de Caxixis. Exposição de cerâmica popular que
se realiza na cidade de Nazaré das Farinhas,no recôncavo baiano durante a
Semana Santa.
Feldspato. Mineral
decomposto do granito e das rochas
ígneas usado na formulação de
esmaltes e na composição de massas cerâmicas . Em esmaltes de alta
temperatura é frequentemente empregado como fundente principal. Fusão: 1180º a 1500º C.
Fenda. Vide Rachaduras.
Ferro. Vide Óxido de Ferro.
Fibra Cerâmica. Vide Manta Cerâmica.
Fibra de Vidro.Material que misturado
à argila aumenta sua plasticidade e resistência às tensões da
secagem. Ideal para o uso em peças com formas complexas. Queimada em alta
temperatura funde-se à massa.
Filito. Rocha do grupo das micas.
Fio de Arame. Fio metálico ou de nylon etc, com pegadores na extremidades. Serve para cortar, de forma uniforme, blocos ou
pedaços de
argila.
Fire Clay.
Vide Massa Refratária.
Flint. Palavra inglesa. Vide Pederneira ou Sílex.
Floculante. Material ácido que provoca a agregação de partículas
em suspensão. Na composição do esmalte evita o depósito no fundo do
balde.Vide Vinagre.
Fluorita.
Fluoreto de cálcio usado como fundente em esmaltes. CaF2.
Fornalha.
Local do forno em que se coloca o combustível (lenha). Boca do Forno.
Forno.
Local onde são queimadas/cozidas as peças de argila. Pode ser: elétrico, a gás,
a lenha etc.
Forno elétrico oxidante. Não tem chama na combustão. O calor
se propaga através das resistências. Há sempre
oxigênio em seu interior. As peças não apresentam manchas escuras que
são típicas da queima por redução-ação da chama.
Forno Redutor. Quando é insuficiente a quantidade
de oxigênio em seu interior. Os
mesmos esmaltes apresentam cores diferentes das obtidas num forno oxidante.
Forno de Teste. Equipamento com pequenas dimensões
usado para testar materiais ou queimar pequenas peças.
Fosco. Mate Sem brilho, não polido, embaçado.
Fosfato
de Cálcio.
Fundente secundário que produz opalescência e esmaltes foscos.
Fragmentação. Ocorre finda
a queima quando fragmentos do esmalte que não aderiram soltam-se da parede da
peça.
Frigideira de Testo. Panela de barro rasa, com tampa, usada
para cozer alimentos.
Frita. Sílica fundida, esfriada em água e moída.
Fundente. Óxido imprescindível na formulação dos esmaltes. Faz
baixar o ponto de fusão de materiais refratários como a sílica que é de
(1713º C) e a alumina. Exceto o óxido de chumbo os demais óxidos fundentes funcionam associados
com outros da mesma natureza. Cada fundente atua numa determinada faixa
de temperatura. Principais fundentes: óxido de sódio, de chumbo, de potássio,
de lítio, de cálcio, de zinco, de magnésio, de bário, de boro, de bismuto,
de estrôncio.
Fundir.
Fusão. Quando o esmalte atinge seu ponto de maturação
na queima.
Gês. Tribo indígena do Brasil
conhecida por ter bons oleiros.
Glaze. Vide Esmalte/Vidrado.
Goma Arábica. Produto vegetal usado como agente
aglutinante na aplicação de pigmentos sobre peças já esmaltadas e queimadas.
Mistura-se também em esmaltes que soltam
pó antes de levar as peças ao forno.
Grafito. Vide Sgraffito.
Granulometria. Tamanho das partículas componentes
das argilas.
Grapuá. Lâmina adaptada a um cabo usada como ferramenta
para misturar areia/barro visando obter liga. Usada pelas paneleiras de
goiabeiras – Vitória-ES.
Grés. Massa para ser queimada acima de 1200°C. Componentes: caulim,
argila, quartzo, feldspato e outros minerais. Várias tonalidades: branca,
creme, marrom, cinza.
Guias de Madeira. Ripas de madeira que servem para
calibrar a espessura das placas de argila quando amassadas por um rolo. Vide
Abrir Placa.
Hachuriar.
Fazer raiados em um desenho para produzir efeito de sombra ou de meio-tom.
Impermeável. É o estado da superfície da peça cerâmica que não
permite a passagem de líquido pelos seus poros.
Imersão. Método de esmaltação que consiste em mergulhar a peça em um
recipiente contendo esmalte. Usa-se uma pinça ou segura-se com a mão.
Impressão a Talhe Doce. Vide Azulejo
Estampado.
Inchaço. Bolhas localizadas na superfície da peça depois da
queima. Local em que o esmalte não se fundiu adequadamente à argila.
Incisão.
Método de decoração que consiste em escavar, abrir uma fenda, numa superfície
de argila.
Incrustar.
(Inlay).Vide Incisão.
Indentação. Método de decoração que consiste em pressionar uma
argila de cor diferente sobre
outra.Vide Massa Colorida.
Insolúvel. Material que não se dissolve em água.
Jazidas. Local onde são extraídas as argilas/barros.
João-De-Barro. Uma das aves mais populares do Brasil.
O casal faz um ninho por ano levando cerca de 15 a 18 dias. A parede é feita
com barro úmido misturado com um pouco de esterco e palha tendo 3 a 4 cm de
espessura o que lhe confere uma boa resistência.
Internamente tem uma meia-parede divisória onde situa-se a câmara incubadora e
um pequeno vestíbulo tudo forrado de palha e gravetos.
Kaolin. Vide Caulim.
Lama. Vide Barbotina.
Laminadora de Placa. Vide Abridor de Placa.
Lapinha.
Antiga representação popular no gênero de um presépio. Usada nas festas de
Natal e de Reis.
Louça de Carregação. Peça de barro feita sem capricho.
Louça de Deus. Peças de barro feitas por escravos nos
feriados religiosos. Neste dia de folga trabalhavam por conta própria para
vender em seguida e ganhar algum
dinheiro.
Louça de Perfeição.
Peça de barro feita com capricho.
Louceiro(a). Quem trabalha com barro.
Lustre. Tipo de decoração que consiste da aplicação
de uma película na superfície
da peça, contendo sais metálicos, os quais
dão efeitos de ouro, prata e cobre.Queima de baixa temperatura (750º C).
Maçarico. Queimador usado em forno a gás onde se obtêm chama.
Magnésia. Vide Óxido de Magnésio.
Magnesita. Carbonato de magnésio
usado principalmente na fabricação de refratários. Vide Óxido de Magnésio.
Magnésio.
Fundente
para altíssimas temperaturas. Não produz coloração mas interfere em tons
como os promovidos pelo óxido de ferro.
Maiólica. Processo de decoração no
qual óxidos corantes e pigmentos são pintados
Malha.
Espaço aberto entre “nós” de um tecido. Aplicada
numa peneira
serve para reter impurezas etc. Usada principalmente na preparação de
esmaltes, engobes etc. Tem de diversas calibragens (30/60/80/100/120).
Manta Cerâmica. Produto sintético composto de fibras
originárias do quartzo. Bastante
refratária usada como isolante em fornos.
Marca.
Vide Molde.
Marga. Calcário argiloso.
Marmorizado. Aplicação na
peça de engobes de cores contrastantes que dão o efeito de marmorização.
Maromba. Equipamento usado para misturar componentes de
argilas/massas ou em reciclagem de material.
Máscara.
Adesivo (cera, latex, parafina, papel, fita etc) colocado na superfície da peça.
Serve para isolar determinado local que se quer decorar de modo diferente com
engobe ou esmalte. Vide Decalque.
Mate. Vide Fosco.
Massa
Cerâmica.
Mistura intencional da argila natural com
materiais acessórios ( quartzo,
feldspato, chamote, bentonita, caulim, tabatinga, colorantes etc ), para se
obter especificações desejadas no
que se refere à composição, cor, plasticidade, resistência, tipo e
temperatura da queima (alta/baixa) etc.Ex: Grés (stoneware).
Massa Colorida.
Massa cerâmica feita com a mistura de
argilas de diferentes cores.
Massa
Refratária. Mistura de argila com características refratárias com outros
materiais acessórios. Usada na fabricação de placas,
tijolos, argamassas e revestimentos para montagem de fornos. Funde-se em
temperatura bastante elevada,1500º C aproximadamente.
Massapé.
Terra argilosa de cor preta formada pela decomposição
de calcários cretáceos.
Material
T. Argila branca contendo muito chamote e
material defloculante.
Maturação da Argila. Queima da argila até o seu limite de
temperatura. Sua estrutura molecular torna-se extremamente densa e a argila fica
não-porosa, impermeável e vitrificada. O limite da temperatura e o ponto da
maturação dependem da composição de cada argila/massa.
Média Temperatuta. Vide Queima em Média Temperatura.
Mealheiro.
Cofre para guardar moedas feito de barro.
Memória da Argila. Acontece na peça quando a argila
reage, empenando ou rachando, em consequência
do excessivo manuseio quando da sua
confecção.
Minas. Vide Jazidas.